Animagami : Origami de Animação

Quando a maravilhosa Odília Nunes me convidou pessoalmente, olhando bem na minha cara, para participar do Festival Chama Violeta, eu sabia que era uma honra grande demais, um reconhecimento sem par à minha trajetória desenvolvida até tão pouco tempo tão longe do Sertão. O Festival aconteceu nos dias 4 a 6 de novembro no Sítio Minadouro, Ingazeira, Sertão do Pajeú, PE. O tema era “Formas Animadas” e quem me conhece sabe o quanto amo inventar a partir de um mote.

Foto: Tronxo Filmes @tronxofilmes

Comecei a pesquisar possibilidades de aplicação do Origami às Artes Cênicas, pensando principalmente nos teatros de pequena escala, de objetos, de bonecos, de caixa e de sombra. Já imaginava que poderia ser usado como elementos de cena, objetos de decoração, acessórios ao figurino e em forma de máscaras. Além dessas, descobri a possibilidade da dobradura ser usada como caixa cênica em si, com o Livro Túnel.

Assim nasceu a oficina especialíssima “Animagami : Origami de Animação”, voltada para amantes, aprendizes e profissionais das Artes Cênicas, Palhaçaria e Audiovisual.

Durante a oficina, apresentei várias possibilidades de utilização das dobrinhas, destacando que poderiam ser feitas também em tecido, acetato, papel brilhante de café, tetrapak e pet, a fim de garantir a durabilidade das peças manipuláveis. Fizemos experiências com dobras de modelos simples e modulares, peças que se movem, giram, encaixam, pulam, voam, beijam.

Brincamos com modelos tradicionais, mas também assinados por Tomoko Fuse, Robert Lang e pela nossa amada Lena das Dobraduras, a maior contadora de histórias com Origami do Brasil, a quem muito agradeço.

Foi muito lindo ver mais de 30 pessoas aprendendo e ensinando, ajudando umas às outras, ficando felizes com o resultado dos seus esforços e fazendo seus pequenos objetos dobrados ganharem vida. Emocionante mesmo!

O Festival Chama Violeta é fruto do desejo de Odília Nunes de que as pessoas do seu território natal tivessem contato com as coisas que viu quando dali saiu para estudar. Desde o seu retorno ao Sítio Minadouro, vem convidando artistas para intercâmbios, residências, oficinas e para o Festival, que este ano chegou à sua quinta edição.

Bancado por doações de tempo, grana, comida e da energia física de 108 pessoas, Chama Violeta cria um microcosmo, universo revolucionário movido a amor, sabedoria e beleza, impacta vidas, gera perspectivas de futuro, prepara a revolução. O movimento é tão vigoroso que “Odília é um lugar”, como me disse Roger, que também chegou por lá escutando pelas estradas quando parava para se informar: Ah! É lá em Odília!

Continuo iluminada pela chama da resistência que brilha em nosso Festival!

Grata imensamente!

#FestivalChamaVioleta #Animagami #OrigamideAnimação #LivroTúnel #FormasAnimadas #TomokoFuse #RobertLang #LenadasDobraduras

Fotos da oficina: Fernando Ribamar

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Ninho

Um ninho
se faz
em paz.
França

Quando chegamos na Matinha das Cascavéis, a primeira coisa que vimos foram duas Baraúnas, majestades em meio à vegetação baixinha e grosseira que cobria o solo devastado por anos de criação de caprinos seguida por abandono. De um galho de uma delas pendia um ninho que se aproveitava dos galhos menores para prender gravetinhos e outros achados. Era tão grande que parecia ter vários andares.

Era um ninho de Casaca de Couro.

Observei esse ninho ao longo da pandemia. Todo ano, acontecia uma reforma com verificação da estrutura, reposição de garranchos de Jurema e tufinhos de palha para garantir o conforto da fêmea e dos Casaquinhas que virão. Até que, poucas semanas atrás, o ninho sumiu. Perguntei a quem sabe de pássaros e descobri que a cada 5 ou 6 anos, o ninho é derrubado pelo pássaro e refeito em outro lugar.

Que trabalhão!

Mas, não é justamente o que estou tentando fazer desde que a pandemia cutucou meu ninho, desmontou tudo e me carregou num sopro de vento do Litoral pro Sertão? Desde então, convivo com os gravetinhos da Oficina Dobrinhas: papéis, linhas, panos, botões, sininhos, agulhas, réguas, tesouras… A pergunta é: Como retomar o atelier se o mundo mudou, se eu já não sou mais a mesma? Ainda há espaço para belas singelezas dobradas?

Na tentativa de responder a essa questão, construí minha versão do ninho com minhas técnicas, meus materiais, mais folhinhas e gravetinhos que colhi das Juremeiras em flor. Decidi deixá-lo pendurado num lugar onde todo mundo pode ver, na entrada da minha sala de trabalho e na grande rede virtual. Assim, ele poderá receber olhares, emoções, ideias, críticas e desafios, catalisar tudo isso em futuro: perspectivas, projetos, produtos.

Tudo novo,
tudo ovo,
voltado para a frente,
mas olhando para trás,
porque Dobrinhas tem história.
Em 2023, serão duas décadas de Origami!

Dobrinhas é um ninho, tempo-espaço de gestação e nascimento de ideias. Como garranchos recolhidos pelos Casacas de Couro, às dobras, foram se chegando pontos do bordado e do crochê, com materiais e receitas se expandindo do artesanato para a culinária. É preciso observar essa construção com o apuro que dediquei ao ninho pendurado na Baraúna, traçar uma linha do tempo, ver o que trilhei e imaginar caminhos a seguir.

O que vocês acham que o futuro nos reserva?
E agora? Para onde?

Com Esperança,
abraço vocês,
eva

A passarinhada da vizinhança fez uma participação especial. ❤

(Recomendo que escutem Casaca de Couro, de Jackson do Pandeiro para outro nível de fruição. 😉

Por onde ando dobrando?

Desde agosto, não escrevo nenhuma palavra por aqui. Pois, vamos à atualização.

A convite da Secretaria de Cultura de Arcoverde, vim embora pra cá, a fim de colaborar com a implementação da Lei Aldir Blanc – LAB no município. Me mudei para o interior do estado de Pernambuco pela primeira vez na vida, para um município com 74 mil habitantes, cinco vezes menor do que Olinda. Aluguei um apezinho no centro da cidade e aqui me instalei.

Por causa da pandemia, eu comecei a cozinhar. Para não morrer de COVID ou de glutamato comendo todo dia em self service, comecei a estudar profundamente a nossa situação com relação à soberania alimentar, às boas práticas de produção, comércio e consumo, às diferenças entre gororoba com gordura-sal-açúcar condimentada e comida de verdade, entre outros temas.

Passei a preparar todas as minhas refeições em casa, sem trigo, sem leite, quase sem açúcar e sal. Isso teve um efeito revigorante sobre mim!

E cozinhar virou uma forma de esperançar!

Enviei, então, meu próprio projeto para a seleção do Edital de Formação e Pesquisa da LAB em âmbito estadual e fui agraciada com um prêmio que está financiando minha pesquisa sobre como o Origami pode colaborar para a adoção de práticas menos devastadoras nas nossas cozinhas e nos serviços profissionais na área da Gastronomia, ou seja, como a técnica das dobraduras pode estar a serviço da Ecogastronomia.

Assim, nasceram o blog e o perfil de Instagram Paraquedas Coloridos. Lá, estou escrevendo sobre leituras, observações, experiências e receitas. Passem lá! Está sendo um processo incrível. A partir de agora, os experimentos em Origami publicados lá serão publicados também aqui.

A marca do Paraquedas Coloridos

Uma peça dobrada em papéis multicoloridos deu origem à marca que desenhei para o projeto.

A fim de pensar em soluções gráficas, criei um modelo em papéis dobrados e fios de algodão que representa um Paraquedas Colorido. A cuia de origami dobrada e montada a partir de módulos conhecidos como Sonobe se tornou a cúpula do paraquedas que carrega meu coração em si. O coração foi dobrado a partir de um modelo criado por Makoto Yamaguchi.

O coração cresceu, os paraquedas se duplicaram e a marquinha ficou assim:

Lei Aldir Blanc

Aldir Blanc foi uma das primeiras vítimas fatais da pandemia que estamos vivendo há mais de um ano. Morto aos 73 anos, em 4 de maio de 2020, Aldir nos ensinou sobre a Esperança e os perigos que ela enfrenta a cada movimento que faz. Hoje, 8 de abril de 2020, já contamos mais de 13 milhões de casos confirmados no Brasil e mais de 341 mil mortos, Hoje, o cenário brasileiro não aponta para o fim dessa situação, mas para o seu agravamento.

Em homenagem a Aldir Blanc, batiza-se a Lei que surge para reparar a decisão presidencial de excluir trabalhadoras e trabalhadores da Cultura do direito ao tão necessário Auxílio Emergencial, criado a fim de que todas as pessoas pudessem permanecer na segurança das suas casas. A cultura foi a primeira cadeia produtiva a ter as atividades interrompidas e será a última retomada e havia ficado desassistida.

Fruto de uma articulação nacional entre trabalhadoras e trabalhadores da cultura e das artes, movimentos sociais ligados ao setor, deputadas e deputados federais, senadoras e senadores da República, a Lei Federal Nº 14.017/2020, designada como Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, estabelece um conjunto de ações para garantir uma renda emergencial para agentes da cultura, manutenção dos espaços culturais brasileiros, fomento à produção artístico-cultural e fruição pela sociedade em isolamento social durante o período da pandemia do COVID-19.

A aplicação da Lei deveria fazer chegar à ponta dessa cadeia produtiva R$ 3 bilhões, oriundos do superávite do Fundo Nacional de Cultura apurado até 31 de dezembro de 2019. Porém, as muitas dificuldades, prazos e burocracias criadas pelo governo federal a partir da publicação do Decreto nº 10.464, de 17 de agosto de 2020, levaram a corridas injustificadas pela publicação de editais e realização dos projetos. Ainda não há números oficiais sobre o total da devolução dos valores não executados em todo o Brasil.

Olha a marca nova aí, gente!

Queridas pessoas amigas,

Eu lhes apresento a nova marca das Dobrinhas!

A marca original era baseada na letra E da minha assinatura, aquele E dos cadernos de caligrafia, que eu era obrigada a praticar.

A nova marca parte de uma fala certeira da minha irmã pirralha: Evinha, suas artes são matemáticas!
E são mesmo! Tanto o Origami, quanto o bordado e o crochê que eu desenvolvo, todas as artes têm em comum a precisão matricial, topográfica, geométrica.

Mas, ela traz também duas outras características do meu labor:
o prazer do feito a mão um a um
e as cores da fruta madura, do Natal, do que está pronto para ser presenteado,
pois ser dádiva é a missão do Origami que eu dobro.

Feita por mim mesma no programa Inkscape, de uso gratuito e código aberto, foi transposta para carimbo e deve ser sempre impressa sobre aparas de papel.

Eu amei!
E vocês?

Cada palhaço no seu circo!

Fique em casa!

Pronto!
Agora, os circos de todas as cores que meus amigos indicaram no Facebook estão prontinhos!
Deu um trabalhão, desde a escolha das cores.
Depois, disso, dobra, cola, borda, costura e fica feliz com o resultado.
😀

Achei que os palhacinhos ficaram parecidos com o nosso Mateus do Cavalo Marinho.
E vocês, o que acharam?

Em meio às respostas, meu querido Sidney Rocha se lembrou de um Fellini: La Strada. Foi assistindo a este lindo filme que montei o cirquinho preto e branco. Optei pelo figurino do palhaço em vinho e branco, que parece vermelho e branco dessaturado.

Amei fazer essas pecinhas!

O circo foi dobrado com módulo de Tomoko Fuse e os palhacinhos são de Emilson Nunes dos Santos.
Gratidão!

Respeitável público!

circo 1

Queridas pessoas amigas,

Todo mundo sabe que sou super fã de Tomoko Fuse e seu design de origami modular elegante e eficiente. Tenho estudado seus livros desde 2003 e sempre me deparo com ideias que tinham escapado à minha atenção. Em um dos seus livros mais antigos, encontra-se um módulo em forma de losango, a partir do qual ela desdobra o módulo da tartaruguinha.

Este é o módulo, cujas unidades eu sempre dobrava de modo idêntico. A montagem terminava formando pontas piramidais.

Mas, não dava para planificar, nem criar cilindros com eles. Até que eu encontrei a dica de Tomoko: inverta um módulo e dobre mais um pouco as abas. Fiquei exultante!

Eu poderia fazer um cirquinho com esses módulos lindos! \o/

Fui para o Facebook e lancei uma série de perguntas sobre paletas, formas e personagens que habitam nossas memórias acerca do circo. Azul e amarelo são as cores mais amadas e os palhaços, as personagens mais votadas, justo as cores mais difíceis de se adquirir papel no Recife. Na quarentena, então…
Meti spray sobre branco e voilá!

O palhaço foi a personagem eleita. Escolhi o de Emilson Nunes dos Santos com uma pequena mudança na gola, onde preguei um botão para fazer a flor que solta água, bordei olhinhos, boca e um nozinho francês no lugar do nariz.

Obrigada, galerinha, pelo help na construção desta peça!

circo 3

circo 2

“Amar é um elo
entre o azul
e o amarelo”
Leminski

#origami #origamimodular #circo #palhaço #paperfolding

Lírios, ramalhetes, buquês…

Entre as flores que aprendemos nas primeiras aulas, estão os lírios. A gente se apaixona por eles, e quer colocá-los em todas as peças que produzimos, montados em palitinhos de churrasco…

Papiroflexia o Origami: Cómo hacer un lirio de papel - How ...

Até descobrir que existem inúmeras flores que podem ser dobradas a partir da forma básica do lírio. E chegar ao êxtase ao encontrar os livros de Mario Kubo “Hana No Kusudama” (Kusudama de flores).

livromariokubo.jpg

Um horizonte em 4D se abre diante das nossas mãos. Delícia!!!

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E isso é só o começo. São só algumas possibilidades com papéis quadrados. Ainda podemos dobrar a partir de triângulos, pentágonos, hexágonos…

 

Peixes

Seu vício é vibrar!

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No símbolo, os peixinhos são dois, ligados por um fio. Apesar dos símbolos implicarem em convenções que deveriam ser entendidas consensualmente, há interpretações diversas para essa figura, lida em uma ou mais dimensões. Pois, acredito que, ao invés de dois, deveriam ser 12 os peixes do símbolo, como as horas dos relógios analógicos, as casas astrológicas, os apóstolos de Cristo.

Aliás, eu concordo com a ideia do mito de Cristo como arquétipo correspondente a Peixes. Vejo também o mais lindo milagre ali narrado como o Milagre da Colaboração dos Peixes. Uma pisciana não esconde um pão, não nega água, não passa indolor por pessoas dormindo na rua. Amar incondicionalmente é uma habilidade inata.

Peixes poderia ser uma ferramenta de conexão interdimensional muito mais poderosa se o corpo físico e o prazer que ele proporciona não o inebriasse tanto. Se sentir é um vício, Peixes é a adicção em pessoa. Faz de um tudo para se sentir vibrar! Adora experimentos e substâncias que lhes tirem de si, viajar mesmo sem sair do lugar e transar com amor, mesmo que seja efêmero.

Essa ânsia pelo êxtase pode gerar movimentos de empatia e de esponja. O perigo disso é viver sem autoconsciência, como pessoas plurais, palimpsestos de gente, mutantes como Netuno, cuja atmosfera é a mais mutável de todos os planetas do sistema solar. A face do planeta nebuloso, revestido por camadas de nuvens, movidas por ventos de até 2000km, muda o tempo todo.

O silêncio que Peixes adora é formado por um eco de sensações provocadas por histórias vividas por si e pelas centenas de vozes de pessoas e personagens efêmeras ou eternas que continuam vibrando intensamente no seu cérebro coração. Seus ouvidos, olhos, sentidos, apreendem difusa e profundamente, sem categorizar ou hierarquizar. Estuda para se inspirar e a imaginação faz parte do seu modo de pensar e de interpretar os textos, a vida, a sociedade.

Sua percepção não é só deste mundo. Peixes se conecta com outras dimensões espaciais e temporais, não se apega ao antigo e se fascina com o novo. Mas, pode parecer estar ouvindo atentamente uma história quando o que mais lhe interessa, na verdade, é a semelhança entre os movimentos dos cílios do contador e o revoar de um panapaná de libélulas ao crepúsculo, algo que ele talvez nunca tenha nem visto.

Ao longo dos últimos doze meses, percorremos todos os signos do zodíaco e chegamos a Peixes com o alforje repleto de conhecimentos, sentimentos, sensações. Aprendemos muito sobre nós, um pouco com cada signo que analisamos. Agora, é hora de abrir nossos matulões, colocar as ferramentas, mantimentos, escritos e mapas angariados em cima da mesa para escolher o que continua conosco na caminhada que já já recomeça, no fogo primordial de Áries.

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#Origami #Fish #Peixes #Pisces #Astrologia #Astrology #Netuno

 

Peixinhos criados por Helen Verçosa a partir dos tradicionais copinhos de origami. Gênia! ❤

 

Aquário

Liberdade, consciência e responsabilidade

Caminhamos através dos signos na tentativa de nos compreendermos cada vez mais profundamente, até chegarmos a Aquário. É aí que encontramos o belo símbolo da figura humana elegante portadora da bilha repleta de conhecimento a ser compartilhado. Constrói amizades por onde passa, amizades em grupos que reverberam o conhecimento criado com o fim de melhorar a vida de todos os seres.

Para Aquário, o eu é parte do sistema das relações humanas, animais, minerais, cósmicas. Essa consciência empenha-se no extermínio do preconceito, na valorização das diferenças, na coletivização das necessidades e dos recursos. Empenha-se também na luta contra a escravidão das nossas mentes e corpos, a mesquinhez que leva à fome e à morte, a maldade dos detentores do poder.

Mas, Aquário também é liberdade de mente e coração. Conhece a própria natureza e luta pela sua integridade, agindo com criatividade e ousadia em prol do bem comum. A responsabilidade que assume diante da sua criação não impede que tente, sem temer, criar soluções cada vez melhores, assim como Urano criou Ciclopes e Fúrias, mas também a Natureza com suas águas, árvores, animais.

A amizade é a sua forma de relacionamento primordial. É nela que se encontram pessoas de todos os jeitos de ser e viver, com suas qualidades, defeitos e conhecimento a se partilhar. O amor romântico é alucinado, célere e grudento, ao passo que a amizade é lúcida, vívida e livre. Amizade é o resultado da ação do amor, das trocas e do tempo vivido. Aquário não busca, mas encontra amores-amigos – no plural.

Seu regente é Urano, cujo eixo de rotação desenha quase um ângulo reto com relação aos demais planetas. É como se todo mundo andasse com os pés no chão e Aquário caminhasse pisando nas paredes, o que torna seu ponto de vista capaz de localizar pontos de mutação invisíveis aos demais. Para girar em torno do Sol, leva 84 anos, o tempo de uma longa vida humana, e, a cada 21 anos, convida-nos a apreciar nossa própria trajetória e a ajustá-la ao futuro que queremos.

Dica: Ser você mesma e criar em prol do bem comum não é paradoxal. É preciso observar o bater das asas que portamos e os efeitos – para o bem ou para o mal – que podem causar.

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