Republicando 1 – acreditar

Este blog começa lá atrás,
em 2004,
em outro endereço,
olindaorigami.blogger.com.br.

Alguns textos escritos ao longo desses 3 anos merecem ser mantidos à vista,
comentados,
avaliados
e atualizados.
De lá pra cá muita coisa mudou,

Noá apareceu e começou a amar e dobrar comigo
e agora acredito em fadas
ou que posso viver de/para/com/pelo Origami,
o que dá no mesmo.


Publicado em 16.6.04

O origami como uma descoberta do dentro e do fora em mim

A menininha que fui – e, em essência, sou – ama(va) papéis.
Minha mãe é professora de desenho geométrico. Eu passava dias e mais dias de minhas férias aprendendo sozinha a traçar bissetrizes, a construir poliedros, a montar
maquetes de casinhas e prédios…
Durante a adolescência, eram as cartas para amigos e pen friends que cumpriam esse papel. Coraçõezinhos, flores, borboletas e chuvas de celofane carregavam meus beijos e o calor do Nordeste para vários pedaços do mundo.
O tempo foi passando, veio o desenho arquitetônico e os trabalhos sob a forma de álbuns. O papel, uma fissura. As papelarias, uma tentação. Mas nada tinha aplicação prática.
Até a descoberta das mágicas, lúdicas, meditativas, contagiantes, deliciosas… dobraduras de papel.
Ori é dobrar. Kami é papel, mas é também cabelo. Há, então, algo de humano no papel?
Sim, há.
Há a descoberta do poder das cores, texturas, do poder de transformar. Há a superação das dificuldades, quando tentamos interpretar os esquemas dos livros. Há a possibilidade de entrarmos em outra freqüência de pensamento, enquanto repetimos, repetimos, repetimos… a mesma dobra 12, 30, 60, mil vezes. Há a vontade de aprender, de ensinar o que aprendemos e de trocar conhecimentos. Há aquela menininha presente na hora de fazer o sapinho pular, de soprar o balão, de fazer girar o catavento, de fazer desabrochar a estrelinha…
E volta à baila uma discussão que mantenho com Felipe, um amigo muito querido:
– Por que não podemos ouvir a voz daqueles menininhos que fomos para descobrir o que realmente queremos ser? Por que não fazer o que nos dá mais prazer ser nossa atividade principal, nossa fonte de renda?
Por que não?
É possível, sim.
Mas primeiro é preciso acreditar nisso.
Acreditar mesmo.
Como ensinou Peter Pan:
– Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!! Eu acredito em fadas!!!
Eu acredito que posso trabalhar com felicidade e crescimento interior,
contribuindo para a beleza do mundo por fora e por dentro da gente!!!

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