Republicando 2 – sobre materiais

O pensamento sobre materiais, cores e formas sempre esteve presente nas minhas criações, desde os primeiros passos da comercialização.
Com a associação a Noá Jofilsan, isso se ampliou infinitamente. Hoje, trabalhamos com papéis de várias procedências, industrilizados, revitalizados e artesanais; tecidos; plásticos novos e revitalizados; embalagens tetrapak.
A preocupação com as cores nos levou a colorir papéis e a estudar suas aplicações. Enfim, não tem fim a gama de experiências possíveis!
Oba!!!


Publicado em 16.6.04

Frutos de tantos diálogos

Como toda arte oriental, o origami sugere delicadeza, precisão,
concentração. Entretanto, a metamorfose não poderia deixar de ocorrer, quando em
contato com o jeito olindense de ser, com a cultura local e a preocupação com a
preservação do meio ambiente. Por tudo isso, tenho trabalhado de forma diversa
do pessoal da colônia japonesa no Recife em vários aspectos:

1) O papel
Apaixonada que sou, me preocupo muito com o desperdício de papel. Por isso,
guardo aparas, reaproveito pedacinhos dobrados tortinhos, transformo velhas
propagandas em quadradinhos… Tenho pesquisado também o uso de papel reciclado,
com a colaboração da Diretoria de Limpeza Urbana de Olinda na doação de
matéria-prima. Os resultados são impressionantes! Até os chatos avisos de banco
se tornam kusudamas, mudando de energia assim.

2) As cores
Uma paleta de cores e tons diferenciada integra nosso imaginário. Essa paleta mental é influenciada pelo meio, mas também pela educação que recebemos, pela vida sob o sol do litoral nordestino, pela visão diária do mar, pela ciência dos materiais usados pela arte(sanato) local – barro, couro, metal. Cores vibrantes amenizadas por
tons de terra, variações em rosa e azul, estrelas que fazem brilhar olhos,
astros que aquecem corações… Assim o são.

3) Acessórios e montagem
A partir de discussões acerca de durabilidade, movimento e efeitos provocados sobre mentes e energias, tenho criado móbiles que se adequam bem à técnica do feng shui. Além de produtos industrializados, uso materiais encontrados em mercados públicos,
como cordões, chapéus de palha e badalos (sininhos para cabras). Meu desejo é
incluir cada vez mais esse tipo de novidade em nossas criações.

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