Para Ver e Dobrar : A oficina

Tudo começou com Hélio Oiticica e sua borboleta vermelha.
Falo de um dos Relevos Espaciais do mestre dos parangolés.
Como aquela escultura parecia com minha borboleta preferida, a mais simples e bela!

Depois veio Escher com suas tesselations de bichinhos saltando das telas.
E a vontade de realizar peças em Origami relacionadas a essas obras de arte moderna e contemporânea só fazia crescer!
Comecei a ver as peças prontas. A cada pesquisa, cada vez que parava para estudar as artes visuais do século 20 para cá, só se confirmava a certeza de que esse desejo daria em uma linda oficina e em modelos lúdicos e simples, acessíveis aos alunos e facilmente trabalhados por professores de história da arte em sala de aula.

E assim se fez. O Centro de Formação em Artes Visuais, equipamento da Prefeitura do Recife recebeu a primeira turma da oficina Arte Contemporânea para Ver e Dobrar : Práticas de Releitura através do Origami.
Passamos cinco tardes brincando com possibilidades de releituras de obras de arte a partir de dobraduras simples.
O curso foi planejado para uma turma de 10 pessoas, mas os currículos eram tão bons que não conseguimos selecionar menos de 15.
A cada dia, um tema alinhavava a relação entre os modelos em origami, artistas e obras de arte. Passamos por paisagens imaginárias, seres em movimento, mosaicos e pensamentos sobre o espaço.
A sala era só movimento!
Dobras e mais dobras, mentes criando, relações sendo construídas entre a turma. Lá estavam Niedja, Rafa, Lucia, Cristiana, Marta, Karina, Patrícia, Lenice, Alba, Richely, Zilda, Bella, Emeline, Rachel e Maité indo além dos objetivos da oficina, relacionando o aprendido às suas tão diversas vidas, artes e trabalhos.

Partimos dos barquinhos de papel de Nelson Leirner e passamos pela psicodelia de Beatriz Milhazes, pelos bichos em metamorfose de Escher, pelos combogós de Lúcia Koch, pelos dominós de José Patrício, pelos sólidos de Lygia Pape. Vimos do plano à instalação, do móbile à escultura, do Origami figurativo ao modular.
Na sala, havia uma pequena exposição de possibilidades realizadas por mim a fim de estimular os alunos a criarem suas próprias releituras.


***

O projeto para 2008 é levar essa oficina para outros tantos lugares possíveis.
E continuar a brincar com releituras.
É um barato!!!
A partir de hoje, começo a postar um blog só sobre esse assunto.
Para Ver e Dobrar: www.paraveredobrar.blogspot.com

***

E como o mundo é muito pequeno,
encontrei minha querida e eterna professora Isabel Duarte num lugar improvável na semana da oficina.
Delicioso encontro!
Ela,
linda,
que costumava nos despertar para a importância de discutir conceitos e teorias nas mesas de bar,
apareceu para me lembrar que o que estávamos fazendo era
Tradução Intersemiótica.
; )

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