Sem armaduras…

Para Felipe Botelho

– Desculpe a indiscrição, Iorek Byrnison, mas você podia viver com orgulho e liberdade no gelo, caçando focas e leões-marinhos, ou podia ir para a guerra e ganhar muitos prêmios; que é que prende você a Trollesund e ao Bar de Einarsson?

[…]

– […] Fico aqui e bebo porque os homens daqui tiraram a minha armadura, e sem ela eu posso matar focas, mas não posso ir para a guerra. Eu sou um urso de armadura: a guerra é o mar onde eu nado e o ar que eu respiro. Os homens desta cidade me deram bebida, me fizeram bber até dormir, e então tiraram a minha armadura. Se eu soubesse onde ela está, iria derrubar a cidade até pegar de volta. Se querem o meu serviço, o preço é este: devolver minha armadura. Se fizerem isto, eu vou ajudar na sua luta até morrer ou até vocês vencerem. O preço é a minha armadura; quando eu tiver de volta a minha armadura, nunca mais vou precisar da bebida.

(Excerto do livro A Bússola Dourada, de Philip Pullman.)


E, em tempos de votação da lei que proíbe a propaganda de bebidas alcólicas no Brasil,
vale perguntar:
quantos de nós sabemos onde estão nossas armaduras?

Beijinhos pra ti,
Botelhudo!

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