Chegando…

… ou seria indo?
Pontos de vista…
Escrevo de Gaurulhos, depois de mais de 24 h sem dormir.
Sim, porque o cochilo usando óculos de não ver não vale.
No voo, passei pela experiência incrível de ver o nascer do sol lá de cima.
As nuvens formavam um outro chão, outros chãos.
Líquidos, de algodão, amarronzados como montanhas nesse horizonte paralelo.
As cores,

sempre claras,

pois antes da luz do sol começar a se mostrar, já havia a da Lua.
Azuis daqueles de pôr-do-sol, q eu adoro!
Alguém me disse que se fala crepúsculo também para o nascer.
Vou ver no Aurélio…
Algo mais para o Houaiss?
Mas, voltemos aos azuis…
De repente, uma linha laranja-quase-vermelha começou a se formar nesse horizonte,
o único que eu podia ver lá de cima.
Um laranja profundo que parecia preceder uma explosão.
Aos poucos,
muito lentamente,
foi-se alastrando e clareando,
ocupando o céu e apagando as estrelas.
Fiquei ali, presa na escotilha,
esperando o bum!,
enquanto adivinhava as nuvens que nunca tinha adivinhado de cima pra baixo.
E o bum! não veio:
Quando o sol nasceu,
foi um bloom!,

um desabrochar.


Isso me lembrou de outra viagem,
De noite clara sobre o Ceará e o Piauí.
Pontinhos brilhavam em cima e embaixo, no chão e no céu,
tudo era estrelas, as casinhas isoladas brilhando pequenas embaixo…

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